Histórico da Família Léda

4. MARIANO RODRIGUES LEDA.

Quase não há informações sobre Mariano Leda. Sabe-se que em algum momento de sua vida morou em São Luis, onde foi Secretário do Liceu Maranhense. Nesta época, provavelmente final do Século XIX, este cargo correspondia ao de Diretor daquela instituição.

Sabe-se também, através de fontes seguras, que Mariano Leda, já idoso, viu-se obrigado a mudar-se com a família para Manaus, devido às perseguições políticas e à situação instável vivida pela família Leda no Maranhão.

Dos seus filhos tem-se notícia de João Leda, que foi sócio fundador da Academia Amazonense de Letras, dando seu nome a uma das cadeiras daquela instituição. João foi escritor, jornalista, filólogo, grande conhecedor e estudioso da língua portuguesa. Deixou várias obras publicadas. Acredita-se que boa parte dos Leda residentes em Manaus são descendentes dos filhos de Mariano Leda.

4. ANTONIA MOREIRA LEDA

            Antonia casou-se com Manoel Martins Jorge e tiveram os seguintes filhos:

  • Rosa de Lima Martins Moreira (Rosinha)
  • Nelson Martins Moreira
  • Silvino Martins Moreira
  • Hortência Martins Moreira
  • Antonia Martins Moreira
  • José Florêncio Martins Moreira
  • Perpétua Martins Moreira
  • Maria Laura Martins Moreira
  • Manuel Martins Moreira

Destes, Rosa, Antonia, José Florência e Maria Laura não deixaram descendentes.

OS IDEAIS E A HISTÓRIA POLÍTICA DA FAMÍLIA LEDA.

A família Leda desde a Monarquia destacou-se pelos seus ideais liberais e republicanos. Portanto, colocavam-se em oposição aos interesses do regime dominante e por essa razão enfrentaram duras perseguições políticas. As lutas em que a família se envolveu podem ser divididas em dois momentos: o primeiro, antes da República. O segundo após a Proclamação da República.

A) Primeiro Momento - A Luta Política antes da República.

Antes da Proclamação da República a luta se deu entre FRANCISCO ARAÚJO COSTA, chefe do Partido Conservador e as famílias MOREIRA E LEDA, filiados ao Partido Liberal. Eloy Coelho Netto, na obra “História do Sul do Maranhão”, assim se expressa:

No período que antecede a novembro de 1889, bem como nos fins do século XIX, registrou-se na vida política de Grajaú, uma das lutas mais cruentas e cheias de lances entre o Coronel Francisco de Araújo Costa e o Capitão Leão Leda, Major Luiz Leda e o Major Rosa Lima (genro de Leão), chefes que eram da facção liberal cujas famílias, Leda e Moreira, faziam a representação.

FRANCISCO DE ARAÚJO COSTA, natural do Piauí, de origem pobre, sem bens e sem parentes, fora criado por Militão Bandeira Barros, chefe político possuidor de grande riqueza e inimigo dos MOREIRA, desde a época da Cabanagem.

ARAÚJO COSTA, mesmo sem instrução, investiu na carreira política como sucessor de Militão, cometendo desmandos que o incriminavam como autor de assassinatos, ferimentos graves, apropriações indébitas de fazendas, resistência às autoridades, entre outros. Eleito Deputado Estadual chegou a Presidente da Assembléia.  Foi apelidado de “o Cristo da Chapada”, ou “Cristo de Grajaú”. Segundo Coelho Netto, ele representava muito bem o que se denominava de Coronelismo, ou seja, exercia o tipo de poder autoritário, com seus currais eleitorais e baseado no lema “mando e posso”. Sempre foi severo opositor dos Moreira e Leda.

Os dois grupos – um chefiado por Araújo Costa, representando os Conservadores e outro integrando os Leda e Moreira, representando os Liberais, se enfrentavam continuamente, com a diferença de contar o primeiro grupo com o apoio dos políticos situacionistas da capital, que sempre foram solícitos em ajudar Araújo Costa, tanto financeiramente como com o envio de tropas armadas para combater e exterminar o outro grupo.

Luiz Leda, em conversa com Dunshee de Abranches, expressa bem a situação em que viviam:

Não nos dobramos a cerviz e à prepotência nem ao latrocínio sanguinário, arvorados em autoridades e chefes políticos. Daí as perseguições atrozes que vamos sofrendo por parte dos que nos querem exterminar. E, como em geral não confiamos na Justiça, somos forçados a reagir de armas na mão para defender as nossas propriedades e as nossas próprias vidas!

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